O Ginkgo biloba é uma espécie com uma história de centenas de milhões de anos — um verdadeiro “dinossauro das árvores”. Seus ancestrais já existiam muito antes do surgimento dos seres humanos e conviveram com os dinossauros. Por pertencer a uma linhagem vegetal antiquíssima, da qual é hoje a única espécie sobrevivente, o ginkgo é frequentemente chamado de “fóssil vivo”. Suas folhas inconfundíveis, em forma de leque, preservam uma aparência semelhante à encontrada em fósseis de milhões de anos atrás.
Originário da Ásia, especialmente associado à China, o ginkgo foi preservado ao longo dos séculos também graças ao cultivo humano. Plantado em templos e jardins no leste asiático, tornou-se uma árvore ligada à longevidade, à memória e à continuidade entre gerações. Alguns exemplares podem viver por muitos séculos, reforçando essa associação com permanência e passagem do tempo.
O ginkgo também se tornou um poderoso símbolo de resistência e renovação. Árvores da espécie sobreviveram à destruição causada pela bomba atômica lançada sobre Hiroshima, em 1945, e voltaram a brotar posteriormente. Por essa extraordinária capacidade de sobrevivência, a árvore passou a representar, para muitas pessoas, a esperança, a resiliência e a possibilidade de recomeço mesmo depois de acontecimentos devastadores.
Um exemplar de Ginkgo biloba foi transplantado para o Bosque São Bento em agosto de 2026, posicionado ao lado da Sede dos Desbravus. Ao encontrar aqui um novo lugar para crescer, ele passa a integrar uma história muito maior: a de uma espécie que atravessou eras geológicas, mudanças de clima e transformações do planeta. Sua presença no bosque é, ao mesmo tempo, um testemunho do passado remoto da Terra e um convite para pensarmos sobre o tempo, a preservação e aquilo que deixamos para as próximas gerações.
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